Em um momento no qual todos esperavam um retorno do partido ao seu berço, longe da direita, o partido só mostra mais politicagem e falta de...
Quem és tu, PT?
Boa parte da imprensa do mundo todo consegue enxergar o erro que é tirar Dilma, nisso o brasileiro não copia os gringos (Imagem: Be...
Enfia o Impeachment no CUnha
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| (Imagem: Beta Veja.com) |
É até discutível o “ficar ou não ficar” da presidenta no poder do governo, alguns jornais mundiais estão divididos sobre esse assunto, assim como a população brasileira. Mas se tem um denominador comum que esses grandes jornais encontram para discursar sobre o Brasil, é o absurdo que é um país ter Eduardo Cunha como condutor do processo de Impeachment de Dilma Rousseff.
A votação que parecia uma mistura de circo com culto evangélico chamou a atenção da mídia internacional, claro que negativamente. O site da revista Der Spiegel (Alemanha) intitulou seu texto como ”A insurreição dos hipócritas”, onde dizia que o congresso brasileiro mostrou sua cara e apontou que tanto Cunha quanto Temer, sucessores de Dilma, são investigados por esquema de corrupção na lava jato. Ainda na Alemanha, o diário Süddeutsche Zeitung enxergou a contradição de políticos, acusados de corrupção, estarem acusando a presidente de um crime sem ter provas concretas. Dessa vez não tomamos 7x1 no campo futebolístico, e sim no campo jornalístico, visto que por aqui a grande maioria ficou em cima do muro.
O jornal britânico The Guardian botou em foco a ridícula posição de Bolsonaro ao dedicar seu voto a Carlos Ustra, visto por muitos como o pior torturador da época da ditadura. Já o espanhol El País enfatizou que o processo a ser orquestrado por Eduardo Cunha, que é acusado de obter contas milionárias na suíça com dinheiro desviado na lava jato, é “um sintoma da estrutura moral de boa parte do congresso brasileiro”.
Até os estadunidenses fizeram duras críticas a todo esse processo que está acontecendo. A revista de economia Fortune convidou o presidente da Brazilian Studies, Bryan McCann, para dissertar sobre o assunto e McCann foi implacável ao dizer que “Colocar o PMDB no poder para limpar a política brasileira é equivalente a limpar o chão com um esfregão sujo”. O brasileiro tem mania de imitar os americanos em quase tudo, em sua maioria coisas inúteis, mas quando um deles tenta abrir o olho da nossa população, damos uma de Demolidor.
O que mais me assusta é o quão claro está para a maioria dos estrangeiros a patética situação que vivemos no cenário político e nós custamos a enxergar, ou pior, enxergamos só de um lado. A culpa é do PT e não tem conversa, foi o PT que implantou a corrupção no país e ponto final. Vocês realmente acham que o Temer vai salvar o país? É ilusório acreditar que Eduardo Cunha está tendo todo esse “chilique” em prol do País.
Antes que me julguem, não sou defensor do governo Dilma, muito pelo contrário, sou a favor de novas eleições, as pedaladas fiscais foram um erro e deixar a economia brasileira chegar ao ponto que está, foi herança de uma má administração. Só que não coça a orelha de vocês o Cunha abrir esse processo de Impeachment 50 dias depois de sua cassação virar um fato?
Antes de começar a escrever esse texto me ascendeu uma luz que provavelmente Cunha será deposto da sua cadeira de presidente da Câmara dos Deputados. As acusações são claras, quebra de decoro parlamentar e desvio na lava jato para sua conta na suíça, que inclusive foi o motivo da quebra de decoro. Se não cassarem seu mandato muito provavelmente o povo vai protestar.
Dois presos na operação lava jato já citaram seu nome, João Augusto Rezende afirmou fazer uma transferência que era referente à compra pela Petrobras de uma área de exploração de petróleo na África. Fernando Soares confirmou que transferiu cinco milhões de dólares em propina em navios de sonda da estatal, ambas para sua conta na Suíça.
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Eduardo Cunha foi muito sagaz politicamente falando, tenho que concordar, ele desviou toda a atenção de seu processo, que já se tornou o mais longo da história, a ser resolvido com 173 dias desde a abertura de representação, abrindo o processo contra Dilma. A população diminuiu o pedido de sua cabeça e o STF teve que dar uma pausa no estudo de seus possíveis crimes.
Vivemos uma crise política muito séria e todos sabem disso, inclusive os grandes jornais do mundo, o argentino La Nacion vai mais fundo e vê as três crises que o Brasil sofre: política, econômica e moral. Por falar em países da América latina, existe um boato que alguns presidentes que formam o MERCOSUL já falam em excluir o Brasil caso a presidente Dilma seja deposta.
Eu sigo inconformado com o fato de uma grande parte da impressa mundial estar enxergando o que o brasileiro ou não enxerga, ou finge ser cego. É uma gigante contradição um cara como Eduardo Cunha abrir um processo de Impeachment dizendo que vai acabar com a corrupção.
Deputado Cunha, venho por meio dessa lhe dizer que o senhor é um cara de pau e devia cumprir com os seus deveres de presidente da Câmara dos Deputados. Com isso, investigar todo tipo de corrupção e não agir de má fé, olha que contradição, logo o líder da bancada evangélica. E antes de investigar a presidenta ir atrás de um por um do seu “departamento”. Eu acredito que quando somos líderes de algo, precisamos dar o devido exemplo, o senhor devia se envergonhar de sujar o nome do país desse jeito para o mundo todo, do fundo do meu coração, você devia ter um pingo, que seja, de honestidade, levantar a mão e dizer “eu sou culpado”. O seu Deus está vendo tudo isso Cunha, cuidado! Ele pode abrir um Impeachment contra você.
Pesquisa aponta que 73% dos brasileiros estão insatisfeitos com a democracia; mesmo assim, ela é fundamental para que não sejamos vítimas d...
Democracia: ruim com ela, pior sem ela
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| A jovem democracia brasileira é aparentemente tão indesejada quanto necessária (Foto: Reprodução) |
Qual não foi minha surpresa ao entrar no G1, hoje (25) e me deparar com os resultados de uma pesquisa realizada pelo Ibope, que revela um grande apoio popular a essa medida. Segundo a pesquisa, nada menos que 62% dos brasileiros preferem novas eleições a um governo Michel Temer, ou ainda à continuidade do governo Dilma.
Em complemento a esse dado, há outro tão interessante quanto: para cada brasileiro que defende o impeachment da presidente, há três que preferem continuar com ela até 2018. Chega a ser meio paradoxal que a sociedade em geral seja tão crítica ao governo "que aí está", mas rejeite tanto a alternativa que prefira continuar com ele. Mas é o que a pesquisa sugere - ruim com Dilma, pior sem ela. Para mim, pessoalmente, isso só parece reforçar a tese de que Temer não tem condições de sustentar um governo sem o crivo eleitoral. Veja abaixo um resumo das respostas:

Análises e conjecturas à parte, porém, existe outro dado da pesquisa que vale ressaltar - e é algo relativamente mais relevante e simbólico, até. Fala da importância que o brasileiro supostamente dá à democracia em geral. Os resultados são, a meu ver, muito preocupantes.
Segundo o Ibope, nada menos que 73% dos brasileiros estão pouco ou nada satisfeitos com o funcionamento da democracia no Brasil. E pior: 49% da população não considera a democracia a melhor forma de governo possível - destes, 34% afirmaram que "tanto faz" (?) e outros 15% defenderam que, "em algumas circunstâncias", um governo autoritário é melhor. Um cenário extremamente hostil para uma nação que, até muito pouco tempo, estava afundada em uma sanguinária ditadura militar.
O posicionamento dos entrevistados, nessa pesquisa, me remeteu à infância. Eu já não sou o mais jovem da turma, tenho 28 anos (rs), e ainda me lembro muito bem de como aquele maldito Merthiolate (antiga fórmula!) ardia. Doía mais que o próprio ferimento. Mas tinha que aplicar, era o jeito... ruim com ele, pior sem ele!
Aparentemente, a população pensa da mesma forma: não é que eles achem a democracia um sonho, mas é melhor do que deixar os outros escolherem quem deve governar. E isso tem seu lado bom e seu lado ruim, como quase tudo na vida.
O lado bom é que o brasileiro, de um modo geral, entende que seu "protagonismo eleitoral" é sim importante, por mais que possa ser um dever indesejado por muitos. O fato de o voto ser obrigatório é um problema, infelizmente, porque obriga a sociedade a recorrer ao chamado "voto útil" mais vezes do que devia - como eu mesmo fiz em 2014. Assumir esse papel de protagonista da democracia é um pequeno passo adiante no longo processo de qualificação da democracia brasileira.
O lado ruim é que essa aparente falta de apreço ao processo democrático pode se transformar, em certas circunstâncias, no motivo perfeito para o surgimento de "heróis da nação", com seus discursos populistas e soluções simplistas, mas de forte apelo perante a sociedade. Muitas vezes, esses heróis surgem apoiados por poderosos grupos, e até mesmo pela grande mídia. Quase sempre, esses heróis acabam por se apropriar do poder popular e terminam afundando o país que pretendiam salvar.
Por sorte, aparentemente não chegamos a um estágio tal da crise política, que permita a qualquer um se colocar nesse papel. A figura política que mais se esforça para chegar lá é o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que nessa segunda-feira foi alvo de um pedido de cassação de mandato por parte da OAB-RJ, devido à exaltação feita ao coronel Brilhante Ustra durante seu voto no processo de impeachment da presidente Dilma, no último dia 17. Nas últimas pesquisas presidenciais para 2018, o parlamentar desponta com algo em torno de 8% das intenções de voto - o que não é pouca coisa.
Uma possível ascensão de Bolsonaro ao Planalto, apesar de perigosíssima, faria sentido dentro do atual contexto global. Exemplos recentes mundo afora mostram que a democracia, por incrível que pareça, tem sido o mais eficiente trampolim de "heróis". Sim, eles já não recorrem aos golpes de Estado para ascender. Para ficar em dois exemplos apenas, cito a vitória conquistada ontem (24) pela extrema-direita nas eleições presidenciais da Áustria, na figura de Norbert Hofer, do Partido da Liberdade da Áustria, com mais de 16 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado; e a cada vez mais evidente indicação do bilionário Donald Trump à presidência dos EUA pelo Partido Republicano, a despeito de todas suas ideias retrógradas, xenófobas e racistas.
São tempos mais que difíceis para o Brasil e os brasileiros. Existe uma encruzilhada pela frente, e o caminho a se seguir está sendo, no momento, decidido por muito poucos. Mas será que a nação terá forças - e vontade - para se fazer ouvir e respeitar? Ou a catarse provocada por um eventual impedimento de Dilma Rousseff será o bastante para calar os anseios da população por um protagonismo mínimo nesse processo? É esperar pra ver, e torcer para que continuemos livres dos "heróis" de ocasião.
O reducionismo simplório através do qual muitos tratam a atual divisão popular pela crise política é uma ofensa à complexidade da questão ...
Não é um simples Fla-Flu
O reducionismo simplório através do qual muitos tratam a atual divisão popular pela crise política é uma ofensa à complexidade da questão
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Crédito da Foto: Chester Chronicle/Reprodução.
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Soluções aparentemente milagrosas para resolver problemas graves, normalmente, escondem segundas intenções em suas nuances. Essa regra nã...
A ilusão da panaceia, um plano Temeroso e a desinteligência do PT
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| Michel Temer é o maior beneficiado pelo impeachment de Dilma Rousseff (Foto: Rose Brasil / ABr) |
É isso que intimamente a maioria das pessoas acredita que deve acontecer após o impedimento de Dilma Rousseff.
Essa ilusão se dá por conta de vários motivos, mas principalmente a desinformação política exercida pela maioria dos brasileiros.
Se alguém acreditou que o dólar ontem estaria a R$ 1,00, talvez tenha tido uma surpresa ao ver o mesmo subindo quase 10 centavos (2%).
O impedimento mesmo que futuramente seja em definitivo não será a cura que o Brasil precisa. Não podemos negar que ele possa, e deva dar certo fôlego para a economia, atraindo investidores nesse próximo semestre. Mas estamos muito longe de encontrar a panaceia que o Brasil precisa.
| Criação: Luis Gustavo Paffaro (FSP) |
As articulações escancaradas, o conchavo que uniu progressistas, cristãos, coronéis, empresários, militares, PSDB e PMDB, além de muitos corruptos, deixa nítido que a proposta de Temer é governar. Ele não está de passagem, nem muito menos vai abrir mão do principal cargo público do Brasil para seu sucessor Eduardo Cunha.
Tal foi que, sublimemente, Michel Temer nos apresentou sua personalidade, seja na tal carta em que víamos uma pessoa doída por não fazer parte da festa, até o absurdo vazamento do áudio. Vou ser sincero com vocês, não me imagino gravar um áudio no WhatsApp por mais de 13 minutos e sem querer enviar a um grupo.
Tais infantilidades, culminou na votação expressiva do impeachment ontem e que posteriormente deve ser aprovado com uma certa diferença também no senado.
Temer me deixou abismado, mas bem mais do que ele, só a desinteligência do Partido dos Trabalhadores.
Não consigo conceber as últimas “cartadas” do PT pré-impeachment.
Lula era um coelho da cartola, definitivamente o PT sabia que a hora que precisasse, tiraria ele de lá e “voilà”, ele salvaria o partido, o Brasil e talvez o mundo.
Mas deixaram o coelho tanto tempo lá, enclausurado e quietinho, que quando o tiraram, havia morrido.
| Lula foi convocado tarde demais por Dilma (Foto: Adriano Machado / Reuters) |
Penso que, se Lula tivesse sido chamado pela Dilma três meses antes, a repercussão seria bem menor e ele assumiria tranquilamente a Casa Civil, faria seu jogo político e o impeachment provavelmente demoraria mais alguns meses para ser votado.
Outro erro foi o pacto proposto quase como um último suspiro caso o impedimento não fosse aprovado. Seis meses antes uma proposta de diálogo, com os aliados e a oposição, talvez tivesse surtido, mesmo que remotamente, um efeito positivo na votação de domingo. Entre outras coisas que ao longo desses últimos seis meses fomos assistindo, como o próprio PT se sabotando, além de claro, os opositores partindo para cima com todas as armas possíveis para queimar ainda mais a imagem do partido.
O resultado de domingo não surpreende. Nas contas de Temer ele errou por um voto. Na de Dilma por 26.
| (Foto: Alan Marques / Folhapress) |
A melhor saída agora, na minha opinião, seria Dilma apresentar para a sociedade a carta de renúncia nessa semana, mas com a garantia de que Temer também renunciará, e claro que seria convocado agora em outubro, eleições gerais.
Mas como eu diria, e talvez alguém já tenha dito, hoje está mais fácil acertar a previsão de quantos graus vai fazer daqui a um mês do que imaginar o que o dia de amanhã nos reserva na política.
Diante de uma das maiores crises institucionais da nossa história, somente o impeachment não irá resolver: só o povo pode recolocar o Brasi...
Só novas eleições podem tirar Brasília do atoleiro - e nos dar alguma esperança
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| Dupla Dilma-Temer não conseguiu protagonizar um governo de unidade, levando o país à falência política; ruptura era desastre anunciado (Foto: Romério Cunha / Página de Michel Temer no Flickr) |
Não foi à toa que muitos ironizaram as justificativas de voto da enorme maioria dos 367 deputados que votaram a favor. Quem tivesse que presumir do que o processo se tratava, somente ao ouvir os porquês dos votos "sim", iria concluir facilmente que a presidente Dilma deve ser afastada por não gostar dos filhos e netos dos ilustres deputados. Ou porque ela não é, digamos, muito "parça" de Deus. Complicado, não?
Por outro lado, muitos dos 137 votos contrários também fizeram jus à cegueira radical com que o processo tem sido analisado. Os governistas seguem batendo nas mesmas teclas: Dilma é vítima, e o impeachment é um golpe disfarçado. Como levar um dos lados a sério?
Pessoalmente, apoiei a eleição de Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Militei pelo PT, partido ao qual fui filiado de 2004 a 2014, em duas dessas quatro eleições, e na última o meu voto foi mais contra Aécio do que a favor de Dilma. Apesar disso tudo, não compartilho da tese de golpe - afinal o processo está legalmente estabelecido e seu mérito não foi julgado. Não há ilegalidade nas ações dos denunciantes, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal. Sequer há erros regimentais na condução do processo pela odiosa figura de Eduardo Cunha - por mais corrupto que possa ser, o presidente da Câmara conhece o regimento da casa, e sabe usá-lo como ninguém.
No entanto, a legalidade do processo não o torna isento do julgamento moral. E é nesse ponto que defendo a inocência de Dilma. As práticas denunciadas no processo de impeachment podem ser condenáveis, porém não são ilegais. Poucos são os que conseguem encaixar, sem sombra de dúvidas, os créditos suplementares assinados pela presidente, bem como as pedaladas fiscais, dentro de um dos artigos que listam os crimes de responsabilidade previstos na lei. Todas as tipificações dependem de uma análise subjetiva das ações de Dilma, para que se justifiquem. E para mim, isso é o mesmo que torcer a lei até que ela se encaixe no cenário desejado pelos seus opositores.
Engana-se quem acredita genuinamente que o possível (e a essa altura provável) afastamento da presidente irá resolver algo. Seu substituto, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), possui rejeição tão grande quanto à da petista,. Tal apontamento é reforçado pelo fato de o mesmo ter sido beneficiário máximo do projeto de poder que agora rejeita com todas as forças. Incoerência e traição dos tipos que que nunca ficam totalmente impunes ou esquecidas, especialmente em um ambiente sujo como o de Brasília. Tenho sérias dúvidas de que um governo Temer teria sustentação e equilíbrio para tirar o Brasil da lama. Tampouco acredito que o governo Dilma tenha saída ou possa se manter até 2018 sem consequências mais terríveis ainda para o Brasil.
Resumindo: vivemos uma situação ímpar na história do Brasil, pois nenhuma das soluções legalmente possíveis para a saída da crise é boa. Nesse caso, o que fazer? Como devolver ao Brasil um mínimo de estabilidade?
Penso que a solução é aquela que vem ganhando cada vez mais voz e força: o chamado "Nem Dilma, nem Temer", lançado pela Rede Sustentabilidade no último dia 5. Por mais que esteja sendo encampado pela ex-presidenciável Marina Silva, que segundo as pesquisas mais recentes é uma das favoritas em uma possível eleição presidencial (ao lado de, pasmem, Lula), é a única forma válida, a meu ver, de romper com a ordem institucional sem que seja, de fato, um golpe de Estado. Afinal de contas, o poder de escolha do chefe da Nação seria do povo. É, talvez, a única solução possível.
Seria melhor ainda se esse movimento fosse patrocinado também pelo governo, especialmente por Dilma. Não haveria forma mais perspicaz de dizer à população que ela sabe que falhou na condução do país e que deseja devolver a ela o direito de escolher seu futuro. Aí caberia ao povo, e somente ele, pressionar para que a ideia fosse aprovada e novas eleições presidenciais fossem convocadas.
Até mesmo os opositores de Dilma não negam que ela é uma mulher honesta. Talvez, ela apenas esteja no lugar errado, e na pior hora possível. Mas acima de Dilma está o Brasil, e o Brasil merece uma nova chance. A pergunta é: estamos prontos para isso?









