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00:37:00
Quando a luta de classes e o combate ao sistema saem de pauta, a coisa fica preocupante Foto: Reprodução Ela tem sido chamada de...
A esquerda pós-moderna não contribui com a classe trabalhadora e a luta dos estudantes
Quando a luta de classes e o combate ao sistema saem de pauta, a coisa fica preocupante
19:32:00
Em um momento no qual todos esperavam um retorno do partido ao seu berço, longe da direita, o partido só mostra mais politicagem e falta de...
Quem és tu, PT?
Em um momento no qual todos esperavam um retorno do partido
ao seu berço, longe da direita, o partido só mostra mais politicagem e falta de
coragem
18:44:00
Almejada pelos alquimistas e citada na mitologia grega, a panaceia significa basicamente a cura de todas as enfermidades ou algo capaz de resolver todos os problemas.
É isso que intimamente a maioria das pessoas acredita que deve acontecer após o impedimento de Dilma Rousseff.
Essa ilusão se dá por conta de vários motivos, mas principalmente a desinformação política exercida pela maioria dos brasileiros.
Se alguém acreditou que o dólar ontem estaria a R$ 1,00, talvez tenha tido uma surpresa ao ver o mesmo subindo quase 10 centavos (2%).
O impedimento mesmo que futuramente seja em definitivo não será a cura que o Brasil precisa. Não podemos negar que ele possa, e deva dar certo fôlego para a economia, atraindo investidores nesse próximo semestre. Mas estamos muito longe de encontrar a panaceia que o Brasil precisa.
As articulações escancaradas, o conchavo que uniu progressistas, cristãos, coronéis, empresários, militares, PSDB e PMDB, além de muitos corruptos, deixa nítido que a proposta de Temer é governar. Ele não está de passagem, nem muito menos vai abrir mão do principal cargo público do Brasil para seu sucessor Eduardo Cunha.
Tal foi que, sublimemente, Michel Temer nos apresentou sua personalidade, seja na tal carta em que víamos uma pessoa doída por não fazer parte da festa, até o absurdo vazamento do áudio. Vou ser sincero com vocês, não me imagino gravar um áudio no WhatsApp por mais de 13 minutos e sem querer enviar a um grupo.
Tais infantilidades, culminou na votação expressiva do impeachment ontem e que posteriormente deve ser aprovado com uma certa diferença também no senado.
Temer me deixou abismado, mas bem mais do que ele, só a desinteligência do Partido dos Trabalhadores.
Não consigo conceber as últimas “cartadas” do PT pré-impeachment.
Lula era um coelho da cartola, definitivamente o PT sabia que a hora que precisasse, tiraria ele de lá e “voilà”, ele salvaria o partido, o Brasil e talvez o mundo.
Mas deixaram o coelho tanto tempo lá, enclausurado e quietinho, que quando o tiraram, havia morrido.
Sim, Lula ainda está vivo, mas não é mais o “líder” brasileiro que salvou milhões, e sim de mais um político corrupto condenado pela opinião pública.
Penso que, se Lula tivesse sido chamado pela Dilma três meses antes, a repercussão seria bem menor e ele assumiria tranquilamente a Casa Civil, faria seu jogo político e o impeachment provavelmente demoraria mais alguns meses para ser votado.
Outro erro foi o pacto proposto quase como um último suspiro caso o impedimento não fosse aprovado. Seis meses antes uma proposta de diálogo, com os aliados e a oposição, talvez tivesse surtido, mesmo que remotamente, um efeito positivo na votação de domingo. Entre outras coisas que ao longo desses últimos seis meses fomos assistindo, como o próprio PT se sabotando, além de claro, os opositores partindo para cima com todas as armas possíveis para queimar ainda mais a imagem do partido.
O resultado de domingo não surpreende. Nas contas de Temer ele errou por um voto. Na de Dilma por 26.
A melhor saída agora, na minha opinião, seria Dilma apresentar para a sociedade a carta de renúncia nessa semana, mas com a garantia de que Temer também renunciará, e claro que seria convocado agora em outubro, eleições gerais.
Soluções aparentemente milagrosas para resolver problemas graves, normalmente, escondem segundas intenções em suas nuances. Essa regra nã...
A ilusão da panaceia, um plano Temeroso e a desinteligência do PT
Soluções aparentemente milagrosas para resolver problemas graves, normalmente, escondem segundas intenções em suas nuances. Essa regra não encontra exceção no plano Temer de tomada do poder
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| Michel Temer é o maior beneficiado pelo impeachment de Dilma Rousseff (Foto: Rose Brasil / ABr) |
É isso que intimamente a maioria das pessoas acredita que deve acontecer após o impedimento de Dilma Rousseff.
Essa ilusão se dá por conta de vários motivos, mas principalmente a desinformação política exercida pela maioria dos brasileiros.
Se alguém acreditou que o dólar ontem estaria a R$ 1,00, talvez tenha tido uma surpresa ao ver o mesmo subindo quase 10 centavos (2%).
O impedimento mesmo que futuramente seja em definitivo não será a cura que o Brasil precisa. Não podemos negar que ele possa, e deva dar certo fôlego para a economia, atraindo investidores nesse próximo semestre. Mas estamos muito longe de encontrar a panaceia que o Brasil precisa.
| Criação: Luis Gustavo Paffaro (FSP) |
Não será em Dilma, muito menos em Temer, que protagonizou nessas últimas semanas mais um momento histórico negativo para o Brasil.
As articulações escancaradas, o conchavo que uniu progressistas, cristãos, coronéis, empresários, militares, PSDB e PMDB, além de muitos corruptos, deixa nítido que a proposta de Temer é governar. Ele não está de passagem, nem muito menos vai abrir mão do principal cargo público do Brasil para seu sucessor Eduardo Cunha.
Tal foi que, sublimemente, Michel Temer nos apresentou sua personalidade, seja na tal carta em que víamos uma pessoa doída por não fazer parte da festa, até o absurdo vazamento do áudio. Vou ser sincero com vocês, não me imagino gravar um áudio no WhatsApp por mais de 13 minutos e sem querer enviar a um grupo.
Tais infantilidades, culminou na votação expressiva do impeachment ontem e que posteriormente deve ser aprovado com uma certa diferença também no senado.
Temer me deixou abismado, mas bem mais do que ele, só a desinteligência do Partido dos Trabalhadores.
Não consigo conceber as últimas “cartadas” do PT pré-impeachment.
Lula era um coelho da cartola, definitivamente o PT sabia que a hora que precisasse, tiraria ele de lá e “voilà”, ele salvaria o partido, o Brasil e talvez o mundo.
Mas deixaram o coelho tanto tempo lá, enclausurado e quietinho, que quando o tiraram, havia morrido.
| Lula foi convocado tarde demais por Dilma (Foto: Adriano Machado / Reuters) |
Penso que, se Lula tivesse sido chamado pela Dilma três meses antes, a repercussão seria bem menor e ele assumiria tranquilamente a Casa Civil, faria seu jogo político e o impeachment provavelmente demoraria mais alguns meses para ser votado.
Outro erro foi o pacto proposto quase como um último suspiro caso o impedimento não fosse aprovado. Seis meses antes uma proposta de diálogo, com os aliados e a oposição, talvez tivesse surtido, mesmo que remotamente, um efeito positivo na votação de domingo. Entre outras coisas que ao longo desses últimos seis meses fomos assistindo, como o próprio PT se sabotando, além de claro, os opositores partindo para cima com todas as armas possíveis para queimar ainda mais a imagem do partido.
O resultado de domingo não surpreende. Nas contas de Temer ele errou por um voto. Na de Dilma por 26.
| (Foto: Alan Marques / Folhapress) |
O impedimento deve sim ser aprovado pelo senado, não vejo mais governabilidade por parte do governo atual, e caso o STF julgue a favor de Dilma, seria uma afronta contra a opinião pública desnecessária, que só desgastaria ainda mais a imagem do partido com a população.
A melhor saída agora, na minha opinião, seria Dilma apresentar para a sociedade a carta de renúncia nessa semana, mas com a garantia de que Temer também renunciará, e claro que seria convocado agora em outubro, eleições gerais.
Seria digno para a presidenta, tiraria um pouco do peso que só está nos ombros dela e do PT, e seria sim um cheque mate para o plano Temer de governar o Brasil.
Mas como eu diria, e talvez alguém já tenha dito, hoje está mais fácil acertar a previsão de quantos graus vai fazer daqui a um mês do que imaginar o que o dia de amanhã nos reserva na política.
Mas como eu diria, e talvez alguém já tenha dito, hoje está mais fácil acertar a previsão de quantos graus vai fazer daqui a um mês do que imaginar o que o dia de amanhã nos reserva na política.
17:04:00
Depois de 24 anos, o Brasil voltou a testemunhar a sua Câmara dos Deputados aprovar o que muitos consideram como um dos mecanismos mais graves permitidos pela Constituição: o impeachment. Foram quase dez horas de sessão, e uma sequência bizarra, e quase surreal, de manifestações destemperadas daqueles que, teoricamente, deveriam ser os representantes do povo - mas que pareciam, na verdade, representantes de suas famílias e de Deus, a figura mais citada nos pronunciamentos.
Não foi à toa que muitos ironizaram as justificativas de voto da enorme maioria dos 367 deputados que votaram a favor. Quem tivesse que presumir do que o processo se tratava, somente ao ouvir os porquês dos votos "sim", iria concluir facilmente que a presidente Dilma deve ser afastada por não gostar dos filhos e netos dos ilustres deputados. Ou porque ela não é, digamos, muito "parça" de Deus. Complicado, não?
Por outro lado, muitos dos 137 votos contrários também fizeram jus à cegueira radical com que o processo tem sido analisado. Os governistas seguem batendo nas mesmas teclas: Dilma é vítima, e o impeachment é um golpe disfarçado. Como levar um dos lados a sério?
Pessoalmente, apoiei a eleição de Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Militei pelo PT, partido ao qual fui filiado de 2004 a 2014, em duas dessas quatro eleições, e na última o meu voto foi mais contra Aécio do que a favor de Dilma. Apesar disso tudo, não compartilho da tese de golpe - afinal o processo está legalmente estabelecido e seu mérito não foi julgado. Não há ilegalidade nas ações dos denunciantes, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal. Sequer há erros regimentais na condução do processo pela odiosa figura de Eduardo Cunha - por mais corrupto que possa ser, o presidente da Câmara conhece o regimento da casa, e sabe usá-lo como ninguém.
No entanto, a legalidade do processo não o torna isento do julgamento moral. E é nesse ponto que defendo a inocência de Dilma. As práticas denunciadas no processo de impeachment podem ser condenáveis, porém não são ilegais. Poucos são os que conseguem encaixar, sem sombra de dúvidas, os créditos suplementares assinados pela presidente, bem como as pedaladas fiscais, dentro de um dos artigos que listam os crimes de responsabilidade previstos na lei. Todas as tipificações dependem de uma análise subjetiva das ações de Dilma, para que se justifiquem. E para mim, isso é o mesmo que torcer a lei até que ela se encaixe no cenário desejado pelos seus opositores.
Engana-se quem acredita genuinamente que o possível (e a essa altura provável) afastamento da presidente irá resolver algo. Seu substituto, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), possui rejeição tão grande quanto à da petista,. Tal apontamento é reforçado pelo fato de o mesmo ter sido beneficiário máximo do projeto de poder que agora rejeita com todas as forças. Incoerência e traição dos tipos que que nunca ficam totalmente impunes ou esquecidas, especialmente em um ambiente sujo como o de Brasília. Tenho sérias dúvidas de que um governo Temer teria sustentação e equilíbrio para tirar o Brasil da lama. Tampouco acredito que o governo Dilma tenha saída ou possa se manter até 2018 sem consequências mais terríveis ainda para o Brasil.
Resumindo: vivemos uma situação ímpar na história do Brasil, pois nenhuma das soluções legalmente possíveis para a saída da crise é boa. Nesse caso, o que fazer? Como devolver ao Brasil um mínimo de estabilidade?
Penso que a solução é aquela que vem ganhando cada vez mais voz e força: o chamado "Nem Dilma, nem Temer", lançado pela Rede Sustentabilidade no último dia 5. Por mais que esteja sendo encampado pela ex-presidenciável Marina Silva, que segundo as pesquisas mais recentes é uma das favoritas em uma possível eleição presidencial (ao lado de, pasmem, Lula), é a única forma válida, a meu ver, de romper com a ordem institucional sem que seja, de fato, um golpe de Estado. Afinal de contas, o poder de escolha do chefe da Nação seria do povo. É, talvez, a única solução possível.
Seria melhor ainda se esse movimento fosse patrocinado também pelo governo, especialmente por Dilma. Não haveria forma mais perspicaz de dizer à população que ela sabe que falhou na condução do país e que deseja devolver a ela o direito de escolher seu futuro. Aí caberia ao povo, e somente ele, pressionar para que a ideia fosse aprovada e novas eleições presidenciais fossem convocadas.
Até mesmo os opositores de Dilma não negam que ela é uma mulher honesta. Talvez, ela apenas esteja no lugar errado, e na pior hora possível. Mas acima de Dilma está o Brasil, e o Brasil merece uma nova chance. A pergunta é: estamos prontos para isso?
Diante de uma das maiores crises institucionais da nossa história, somente o impeachment não irá resolver: só o povo pode recolocar o Brasi...
Só novas eleições podem tirar Brasília do atoleiro - e nos dar alguma esperança
Diante de uma das maiores crises institucionais da nossa história, somente o impeachment não irá resolver: só o povo pode recolocar o Brasil no caminho da normalidade
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| Dupla Dilma-Temer não conseguiu protagonizar um governo de unidade, levando o país à falência política; ruptura era desastre anunciado (Foto: Romério Cunha / Página de Michel Temer no Flickr) |
Não foi à toa que muitos ironizaram as justificativas de voto da enorme maioria dos 367 deputados que votaram a favor. Quem tivesse que presumir do que o processo se tratava, somente ao ouvir os porquês dos votos "sim", iria concluir facilmente que a presidente Dilma deve ser afastada por não gostar dos filhos e netos dos ilustres deputados. Ou porque ela não é, digamos, muito "parça" de Deus. Complicado, não?
Por outro lado, muitos dos 137 votos contrários também fizeram jus à cegueira radical com que o processo tem sido analisado. Os governistas seguem batendo nas mesmas teclas: Dilma é vítima, e o impeachment é um golpe disfarçado. Como levar um dos lados a sério?
Pessoalmente, apoiei a eleição de Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Militei pelo PT, partido ao qual fui filiado de 2004 a 2014, em duas dessas quatro eleições, e na última o meu voto foi mais contra Aécio do que a favor de Dilma. Apesar disso tudo, não compartilho da tese de golpe - afinal o processo está legalmente estabelecido e seu mérito não foi julgado. Não há ilegalidade nas ações dos denunciantes, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal. Sequer há erros regimentais na condução do processo pela odiosa figura de Eduardo Cunha - por mais corrupto que possa ser, o presidente da Câmara conhece o regimento da casa, e sabe usá-lo como ninguém.
No entanto, a legalidade do processo não o torna isento do julgamento moral. E é nesse ponto que defendo a inocência de Dilma. As práticas denunciadas no processo de impeachment podem ser condenáveis, porém não são ilegais. Poucos são os que conseguem encaixar, sem sombra de dúvidas, os créditos suplementares assinados pela presidente, bem como as pedaladas fiscais, dentro de um dos artigos que listam os crimes de responsabilidade previstos na lei. Todas as tipificações dependem de uma análise subjetiva das ações de Dilma, para que se justifiquem. E para mim, isso é o mesmo que torcer a lei até que ela se encaixe no cenário desejado pelos seus opositores.
Engana-se quem acredita genuinamente que o possível (e a essa altura provável) afastamento da presidente irá resolver algo. Seu substituto, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), possui rejeição tão grande quanto à da petista,. Tal apontamento é reforçado pelo fato de o mesmo ter sido beneficiário máximo do projeto de poder que agora rejeita com todas as forças. Incoerência e traição dos tipos que que nunca ficam totalmente impunes ou esquecidas, especialmente em um ambiente sujo como o de Brasília. Tenho sérias dúvidas de que um governo Temer teria sustentação e equilíbrio para tirar o Brasil da lama. Tampouco acredito que o governo Dilma tenha saída ou possa se manter até 2018 sem consequências mais terríveis ainda para o Brasil.
Resumindo: vivemos uma situação ímpar na história do Brasil, pois nenhuma das soluções legalmente possíveis para a saída da crise é boa. Nesse caso, o que fazer? Como devolver ao Brasil um mínimo de estabilidade?
Penso que a solução é aquela que vem ganhando cada vez mais voz e força: o chamado "Nem Dilma, nem Temer", lançado pela Rede Sustentabilidade no último dia 5. Por mais que esteja sendo encampado pela ex-presidenciável Marina Silva, que segundo as pesquisas mais recentes é uma das favoritas em uma possível eleição presidencial (ao lado de, pasmem, Lula), é a única forma válida, a meu ver, de romper com a ordem institucional sem que seja, de fato, um golpe de Estado. Afinal de contas, o poder de escolha do chefe da Nação seria do povo. É, talvez, a única solução possível.
Seria melhor ainda se esse movimento fosse patrocinado também pelo governo, especialmente por Dilma. Não haveria forma mais perspicaz de dizer à população que ela sabe que falhou na condução do país e que deseja devolver a ela o direito de escolher seu futuro. Aí caberia ao povo, e somente ele, pressionar para que a ideia fosse aprovada e novas eleições presidenciais fossem convocadas.
Até mesmo os opositores de Dilma não negam que ela é uma mulher honesta. Talvez, ela apenas esteja no lugar errado, e na pior hora possível. Mas acima de Dilma está o Brasil, e o Brasil merece uma nova chance. A pergunta é: estamos prontos para isso?






